domingo, 3 de agosto de 2014

Essa dor..


Dói, e é mais que minhas enxaquecas até mesmo mais que minhas cólicas. Dói e nem as horas chorando no banheiro ou até dormir enquanto fico deitada pensando na gente aliviam... O pior é que é uma  dor que não passa com remédios, chás ou compressas, é o tipo em que a cura é o próprio motivo da dor.
E essa é uma das piores. A que dói e você não pode fazer nada pra parar, tenta dar todos os sinais mas parece que enquanto você é dilacerado por dentro, o motivo da dor adquiriu cegueira.
Pior ainda é quando você percebe que alem de ser o antídoto pra esse veneno que te consome, essa pessoa é o motivo da sua alegria diária, dos seus risos bobos todos os dias. O que torna tudo mais torturante é isso, você perceber o quanto gosta de uma pessoa a ponto de se acostumar e adaptar a ela, desculpar seus enganos e aceitar suas imperfeições, e depois acabar pensando que foi tudo em vão, que tudo pode acabar assim de uma hora pra outra.
Só que você não desiste fácil, não é do tipo que desiste de qualquer coisa assim de uma hora pra outra sem tentar lutar, sem pensar em uma forma de consertar antes de dar tudo como acabado.
Mas você sabe que não vai ser tão facil assim, sabe que a dor vai ser pior, porque antes você sabia que mesmo doendo, mesmo sendo essa dor descomunal, você ainda tinha o seu antidoto. Mas aí acaba e você percebe que o que restou foi só a dor e você está sozinho pra lidar com ela.

Escrito por: Paula Pagotto - Em: 02/08/14

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