Ela se aconchega no meu peito, me
acaricia as costelas e de forma delicada, se levanta para apoiar-se no cotovelo
de forma que possa ter visão e acesso ao meu rosto, daí se aproxima me toma o
rosto entre as mãos, me alisa a barba e beija com ternura, de um jeito delicado e suave,
demonstrando o afeto e me conquistando a cada beijo doce na paz de sua
companhia, entre essas paredes que são cúmplices de tantos momentos, tantas
brincadeiras, tantos desabafos e tantas conversas.
Poderia ficar com ela ali por
horas, unidos pelo calor dos corpos e nó dos lençóis admirando-a e a forma como
dá tanta atenção a detalhes mínimos, por muitos despercebidos, mas por ela tão
apreciados e valorizados. Encarando-me com o rosto inocente como se os minutos
anteriores não tivessem ocorrido e sua ingenuidade estivesse intacta ao mundo,
me abraça forte ansiando por uma reação a altura, então a aperto de forma
carinhosa e tenho certeza do quão delicada é minha pequena.
Ah minha pequena! Como é difícil resistir
a esse seu encanto, e a essa sua capacidade de sempre ter o que quer, as vezes
tão carente mas segundos depois tão independente e confiante, que acaba comigo.
A vontade de te ter a toda hora não me sai da cabeça, o desejo de te ter em
meus braços me consome, ter a certeza de que você esta ali comigo sob meus
cuidados e minha proteção... Ah, é indescritível
a paz que você me traz pequena...
Escrito em: 15/10/13 - Por: Paula Pagotto