As vezes me pego pensando em
você... não é saudade, nem ódio, nem amor. Estranho né? Se eu falasse isso pra
alguém provavelmente me taxariam de trouxa, louca ou idiota assumida, porque ao
dizer tal coisa, acham que digo com o intuito de expressar que sinto sua falta.
Mas se engana quem interpreta assim.
Penso
em você porque – por bem ou por mal, isso é do ponto de vista pessoal- a gente
não tem o poder de escolher guardar ou não uma lembrança na memória, ela
simplesmente está lá, se aloja, faz sua morada e não há sentimento ou
acontecimento que despeje ela dali.
Afinal,
seria magnifico ter o poder de escolher o que quer e o que não quer
lembrar/esquecer. Tornaria mais fácil a superação de um trauma, de um medo e
até de um amor, pensa só: era só desativar aquele pedacinho de memória e seguir
a vida como se nunca tivesse acontecido. E confesso que quando alguém me diz
que esqueceu e que pra ele foi como se nada tivesse acontecido, acho graça.
Porque apesar de tudo que possa
ter acontecido e os motivos de terem levado ao fim, quando uma pessoa entra na
sua vida ela acaba trazendo consigo uma infinidade de coisas que
inevitavelmente você acaba aprendendo ou gostando, e convenhamos: não tem
porque tu parar de gostar de algo porque teu relacionamento não rendeu.
E por isso penso em você de vez
em quando, porque mesmo depois de ter ido embora, tudo o que me ensinou ou me
apresentou, sejam músicas, pessoas, curiosidades aleatórias, livros, séries ou
filmes, estão aqui comigo e são coisas que eu levarei pra onde quer que eu vá.
Porque com o tempo aprendi que se posso lembrar das coisas boas que aprendi e
conheci com alguém, não tem porque ocupar minha memória ou dar ênfase as coisas
ruins.
Então hoje eu agradeço a ti, por
tudo que me ensinou enquanto estava aqui e até mesmo depois de partir, pelas
pessoa incríveis que conheci graças a você e principalmente pelas músicas que
talvez até hoje eu não conheceria se não fosse por você.
Por isso, à ti: toda a minha
gratidão.
Escrito por: Paula Pagotto -
Em:22/07/2015