terça-feira, 28 de julho de 2015

Penso em você

As vezes me pego pensando em você... não é saudade, nem ódio, nem amor. Estranho né? Se eu falasse isso pra alguém provavelmente me taxariam de trouxa, louca ou idiota assumida, porque ao dizer tal coisa, acham que digo com o intuito de expressar que sinto sua falta. Mas se engana quem interpreta assim.
                Penso em você porque – por bem ou por mal, isso é do ponto de vista pessoal- a gente não tem o poder de escolher guardar ou não uma lembrança na memória, ela simplesmente está lá, se aloja, faz sua morada e não há sentimento ou acontecimento que despeje ela dali.
                Afinal, seria magnifico ter o poder de escolher o que quer e o que não quer lembrar/esquecer. Tornaria mais fácil a superação de um trauma, de um medo e até de um amor, pensa só: era só desativar aquele pedacinho de memória e seguir a vida como se nunca tivesse acontecido. E confesso que quando alguém me diz que esqueceu e que pra ele foi como se nada tivesse acontecido, acho graça.
Porque apesar de tudo que possa ter acontecido e os motivos de terem levado ao fim, quando uma pessoa entra na sua vida ela acaba trazendo consigo uma infinidade de coisas que inevitavelmente você acaba aprendendo ou gostando, e convenhamos: não tem porque tu parar de gostar de algo porque teu relacionamento não rendeu.
E por isso penso em você de vez em quando, porque mesmo depois de ter ido embora, tudo o que me ensinou ou me apresentou, sejam músicas, pessoas, curiosidades aleatórias, livros, séries ou filmes, estão aqui comigo e são coisas que eu levarei pra onde quer que eu vá. Porque com o tempo aprendi que se posso lembrar das coisas boas que aprendi e conheci com alguém, não tem porque ocupar minha memória ou dar ênfase as coisas ruins.
Então hoje eu agradeço a ti, por tudo que me ensinou enquanto estava aqui e até mesmo depois de partir, pelas pessoa incríveis que conheci graças a você e principalmente pelas músicas que talvez até hoje eu não conheceria se não fosse por você.
Por isso, à ti: toda a minha gratidão.


Escrito por: Paula Pagotto - Em:22/07/2015

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Sobre o CD que te dei

Hoje fariam 7 meses que nós estávamos juntos, se não fosse também os 19 dias desde que terminamos. Os dias que achei que não passariam nunca, que sofri como nunca imaginei que sofreria por alguém.
E nesses 19 dias vi o quanto você me faz falta, o teu abraço, o teu carinho, teu jeito de me fazer sorrir, mas não pense que 'dei valor só depois que perdi' porque não sou dessas, sei valorizar o que tenho no momento que tenho, mas é inevitável pensar em você e lembrar das madrugadas que passávamos em claro conversando bobagens, das nossas brincadeiras idiotas, da forma como passava o tempo que fosse tentando me sentir segura em meio aos meus ciúmes bobos e não sentir saudade sabendo que isso nunca vai voltar.
Esse dias parei pra ouvir a sua banda favorita, aquela que eu implicava contigo fazendo piada e tal, te disse que um dia eu curti ela, mas isso foi quando eu era mais nova e depois de um tempo não ouvi mais, pois bem, agora ouço... Ouvi aquele CD  novo que lançaram, o presente que te dei de aniversário e mesmo com seu péssimo jeito pra demonstrar que gostou quando ganha algo percebi que tinha amado... Gostei, mas isso não é novidade não é? Afinal não me lembro de nenhuma música que você me recomendou que eu não tenha gostado, aproveitei o embalo e já coloquei os outros discos pra tocarem em seguida também.
Foi meio que uma overdose da sua banda preferida, confesso. Mas ouvindo senti um pouco de nós em cada letra, as vezes uma palavra bastava pra imaginar vc cantando um trecho pra mim, assim como fazíamos nas madrugadas de insonia.
Imagino que teria gostado que eu fizesse isso enquanto estávamos juntos, mas confesso que precisei de uma dose de automutilação sentimental pra reconhecer todo o sentimento que tem em cada canção.
Não vou pedir que lembre de mim ouvindo sua banda favorita, mas gostaria que lembrasse de mim sempre que colocasse o CD que te dei pra tocar, porque sempre que eu ouvir uma música deles, vou lembrar de você.
E nunca se esqueça: te amei, te amo e te amarei.

"Ecoa em mim o silêncio dessa solidão, pudera eu viver sem coração, viver sem você..." 🎵

Escrito em: 26/11/2014 - Por: Paula Pagotto

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Teu encanto

Você acorda antes de mim e tenta levantar sem me acordar, sem perceber que mesmo com todo esforço eu já acordei mas pra não te preocupar finjo que ainda durmo, vai direto pro banheiro naquele seu ritual matinal e quando sai do banho deixando aquele delicioso cheiro de melão com menta, deita de novo ao meu lado, revigorada, me acorda com aquele sorriso encantador e um ‘bom dia amoor, hora de levantar!’ que torna impossível acordar de mau humor.
Você levanta e vai fazer um café enquanto eu continuo mergulhado na minha preguiça, pensando no quanto uma pessoa pode ser tão encantadora e especial quanto você é e porque está comigo. Quando te digo isso você sempre fica sem graça e me pergunta o que eu vejo de tão encantador em você...
Pois bem, te respondo: o seu sorriso que apesar dos pesares está sempre presente, a forma que teu olho brilha quando vê um cachorro ou quando tira um tempo só pra me fazer um cafuné enquanto me ouve falar incessantemente sobre o meu dia, o fato de você ser a dona das covinhas mais encantadoras que eu já vi, ou o fato de ser incrivelmente fofa quando faz aquela coisinha com o nariz que parece um roedor, o cheiro do teu cabelo que é tão bom quanto o cheiro de melão com menta que fica no quarto quando você sai do banho, o jeito que se encaixa perfeitamente em mim quando dormimos juntos, a forma que fica mais animada do que eu quando vai me fazer uma surpresa, sua preocupação em me agradar de todas as formas quando o que me importa mesmo é estar com você, a forma que me olha quando fica apoiada em cima mim sem dizer nada com um sorriso bobo no rosto, o jeito como tua presença me acalma, como estar com você me deixa feliz, sua disposição e animação de me acompanhar em qualquer plano que seja, quando mesmo tendo um dia de porre que seja você ainda tem disposição e assunto pra virar a noite conversando comigo, a tua risada que mesmo sendo escandalosa eu acho linda, como você topa ser minha cobaia na cozinha mesmo quando a receita não dá muito certo, pelo interesse que demonstra em conhecer e aprender sobre as coisas que eu gosto, a sua simplicidade... enfim...
São tantas coisas que eu passaria dias escrevendo, mas prefiro gastar esse tempo apreciando seus encantos. E agora sabe que gosto e elogio sua beleza, mas além dela são esses pequenos gestos que você faz e nem dá importância que me  encantam e fazem me apaixonar cada dia mais por você.


Escrito por: Paula Pagotto - Em:25/09/2014

domingo, 3 de agosto de 2014

Essa dor..


Dói, e é mais que minhas enxaquecas até mesmo mais que minhas cólicas. Dói e nem as horas chorando no banheiro ou até dormir enquanto fico deitada pensando na gente aliviam... O pior é que é uma  dor que não passa com remédios, chás ou compressas, é o tipo em que a cura é o próprio motivo da dor.
E essa é uma das piores. A que dói e você não pode fazer nada pra parar, tenta dar todos os sinais mas parece que enquanto você é dilacerado por dentro, o motivo da dor adquiriu cegueira.
Pior ainda é quando você percebe que alem de ser o antídoto pra esse veneno que te consome, essa pessoa é o motivo da sua alegria diária, dos seus risos bobos todos os dias. O que torna tudo mais torturante é isso, você perceber o quanto gosta de uma pessoa a ponto de se acostumar e adaptar a ela, desculpar seus enganos e aceitar suas imperfeições, e depois acabar pensando que foi tudo em vão, que tudo pode acabar assim de uma hora pra outra.
Só que você não desiste fácil, não é do tipo que desiste de qualquer coisa assim de uma hora pra outra sem tentar lutar, sem pensar em uma forma de consertar antes de dar tudo como acabado.
Mas você sabe que não vai ser tão facil assim, sabe que a dor vai ser pior, porque antes você sabia que mesmo doendo, mesmo sendo essa dor descomunal, você ainda tinha o seu antidoto. Mas aí acaba e você percebe que o que restou foi só a dor e você está sozinho pra lidar com ela.

Escrito por: Paula Pagotto - Em: 02/08/14

sábado, 2 de agosto de 2014

Depois daquela noite

Era noite, comemoração do aniversário de um amigo em comum nosso, ainda não havíamos trocado uma palavra, nem mesmo nos conhecíamos até então.
Eu estava no meu canto conversando com uns colegas e você no outro com os seus, parecia desconfortável em estar ali, assim como a gente costuma ficar quando está em um lugar diferente ou que não conhece muita gente, e parecia que muita gente lá se conhecia, o que deixa –inclusive a mim- desconfortável.
Como era tarde, o plano de uma considerável parte dos ali presentes era passar a noite e ir embora no outro dia, não sabia se você fazia parte desse grupo mas conforme o tempo foi passando, a quantidade de pessoas diminuindo, uma rodinha se fechando ao redor de um violão, e o frio aumentando, percebi que era uma das que pretendia passar a noite por ali quando foi em busca da sua manta no carro, compreensível porque não tinha explicações pra uma menina que parecia tão frágil ficar desprotegida no frio descomunal que estava aquela noite, tive certeza que ficaria.
Sentou-se ao lado do violão, toda enrolada com a manta, e eu sentei-me ao teu lado, aproveitando a capacidade que a música tem de unir os mais improváveis gostos, e junto aos outros ali nós cantamos, brincamos e assim começamos a conversar. Inevitável foi ver o quanto era encantadora.
Depois de um tempo, mais uma quantidade considerável de pessoas fora embora, inclusive o que estava tocando o violão. Mas felizmente a rodinha que havia ali permaneceu e consequentemente a conversa entre todos. Quando decidiram ligar o som e você se voluntariou a ceder as musicas que tinha, quando colocou uma sequencia de Eminem, Ice Cube e Coolio pra tocar notei que alem de encantadora tinha um maravilhoso gosto musical.
Enquanto uns foram dormir, acabou ficando apenas nós e mais dois casais conversando, quando eles resolveram se dissipar pelo quintal nos deixando a sós, uma ótima oportunidade de lhe pedir para compartilhar a manta comigo, claro!
Ficamos conversando ali por um bom tempo, até que fiquei cara a cara com você e vi que não resistiria e nem me perdoaria deixa-la ir sem antes lhe roubar um beijo, e depois dessa noite, não penso em outra que não seja você.


Escrito por: Paula Pagotto - Em: 02/08/2014

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Escolhas

Encostada no vão da porta fico ali na varanda, vendo a chuva cair e então você chega sem perceber que naquele momento só meu corpo permanece no lugar, porque minha mente vaga em uma outra dimensão enquanto meus pensamentos estão no futuro que teríamos e na saudade que vem antes da sua partida.
Pergunto-me porque tem que partir ao invés de ficar comigo. Poderíamos permanecer lado a lado dias e noites, em meio a carinhos, implicâncias, e cumplicidade mantendo o que há de melhor entre nós: essa paixão mútua.
Que me permite ver o melhor de você e aceitar em meio a seus defeitos, entre erros e acertos, e perceber que não há ninguém no mundo que seja perfeito, mas sim alguém que no meio de todo o imperfeito do mundo torne as imperfeições os acertos de sua vida.
Porque em meio às escolhas que temos, nem sempre fazemos a correta, mas apenas espero que a minha escolha - perfeita-imperfeita/ correta-errada - seja você e que eu jamais pense de outra forma.

Escrito em: 05/02/2014 Por: Paula Pagotto 

sábado, 28 de dezembro de 2013

Na noite

Vem cá que eu te faço um cafuné, te dengo até você não aguentar mais o peso de suas pálpebras e apagar de sono em meu colo. E aí te vejo mergulhar em seus sonhos e dormir com as feições tranquilas como as de um anjo, admirando assim, no silencio da noite, a ternura que há nesse momento e a paz que traz à minha alma.
Imaginando se nesse mar de sonhos onde mergulha você irá nadar comigo entre lembranças dos nossos momentos juntos e desejos de planos para o futuro, ou se só eu me afogo em meio à ilusão de um futuro pra nós.
E aí assim, às vezes me pego pensando se é comigo mesmo que você fantasia seus sonhos e acabo me agarrando a medos e ciúmes meio bobos, os quais sei, que são muitas vezes desnecessários, porém  impossíveis de desapegar.
Em meio as minhas dúvidas deixo a beleza desse momento se esvair e junto de ti me rendo à minha exaustão de um dia cheio, que apesar de toda dificuldade foi recompensado por uma noite ao seu lado.




Por: Paula Pagotto      Escrito em: 29/12/2013