sábado, 28 de dezembro de 2013

Na noite

Vem cá que eu te faço um cafuné, te dengo até você não aguentar mais o peso de suas pálpebras e apagar de sono em meu colo. E aí te vejo mergulhar em seus sonhos e dormir com as feições tranquilas como as de um anjo, admirando assim, no silencio da noite, a ternura que há nesse momento e a paz que traz à minha alma.
Imaginando se nesse mar de sonhos onde mergulha você irá nadar comigo entre lembranças dos nossos momentos juntos e desejos de planos para o futuro, ou se só eu me afogo em meio à ilusão de um futuro pra nós.
E aí assim, às vezes me pego pensando se é comigo mesmo que você fantasia seus sonhos e acabo me agarrando a medos e ciúmes meio bobos, os quais sei, que são muitas vezes desnecessários, porém  impossíveis de desapegar.
Em meio as minhas dúvidas deixo a beleza desse momento se esvair e junto de ti me rendo à minha exaustão de um dia cheio, que apesar de toda dificuldade foi recompensado por uma noite ao seu lado.




Por: Paula Pagotto      Escrito em: 29/12/2013

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Ela

Ela curte do rap ao pagode, escreve o que sente, lê o que lhe interessa e da confusão de sua mente tira criação pros desenhos, ri de pouca coisa e com pouca coisa se magoa, gosta de perfumes e se encanta com pessoas perfumadas. Ela gosta de videogame e joga de Super Mário a Battlefield, apaixonada por vôlei, mas não dispensa um futebol ou umas braçadas na piscina.
Não é barraqueira, mas gosta de encrenca, não curte muito família, gosta mesmo é de ser livre e sonha com o dia do seu tour pelo mundo, tem coragens absurdas e medos bobos, tem ar de mulher independente, mas sabe também como e quando ser submissa.
Gosta de carinho, mas não suporta grude, se encanta com pouco e se apaixona por detalhes, detalhista de um jeito só dela gosta de ordem, mas seu mundo –e quarto- são sempre uma zona, sabe ser delicada, mas prefere seu lado bruto, sem frescuras topa qualquer plano a qualquer hora, é do tipo que gosta de sim ou não mas quando questionada opta pelo talvez, do tipo libriana sem tirar nem por.
Encanta-se por sorrisos e mais ainda por quem faz rir, e não é sorrir, é rir! Gosta de gargalhadas que roubam-lhe o ar e beijos que tiram-lhe o fôlego, de abraços que duram uma eternidade e carinhos que a levam pra outro mundo.
Do tipo noturna, funciona melhor a noite, não troca uma noite em casa debaixo do edredom assistindo filme com um boa companhia por uma noite de festa em meio a tantos desconhecidos. Faz o tipo caseira quando quer, mas quando quer sair não há quem segure.
Não faz questão das coisas, mas adora ser surpreendida.  Vive entre um estado de animação total ou preguiça mortal. Não faz questão de muita vaidade, mas quando vai sair usa e abusa dela, chama atenção por onde passa, mas quando acompanhada não há quem tira a atenção dela.
Boba e meiga, paranoica e delicada, oscila de ogra a princesa em questão de segundos, sabe ser educada, mas com a companhia certa liberta seu lado meio ‘macho’ de ser, e admite que é esse mesmo que ela gosta. Daquelas que tem mais amigos do que amigas e gosta mesmo é assim, gosta de um porre mas chora por um dengo na manhã seguinte, carente e orgulhosa, ciumenta e sensível.
Sabe ser cuidadosa e quando quer alguma coisa vai de cabeça. Decepções não a atrapalham, só incentivam, luta pelos seus sonhos e corre pelo sonho dos outros, se dedica se corpo e alma a alguém, mas se não reconhecida, desaponta-se.
Com ela não tem frescura, faz o q for preciso pra agradar, e não se queixa nem exige nada em troca, apenas o reconhecimento, e ainda assim ela mesma não aceita quando digo, o quanto essa garota é incrível.


Escrito por: Paula Pagotto Em: 11/12/2013

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Uma noite qualquer - pt II

Perguntei se estava com fome e envergonhada assentiu, deixei que escolhesse a trilha sonora pro resto da noite e fui colocar uma pizza pra assar. Ao voltar pra sala encontro você daquele jeito meigo sentada no sofá me encarando como quem suplica por um pouquinho de atenção e carinho, e naquela hora meu coração derreteu.
Tomo-te em meus braços e te aconchego no meu peito enquanto cada musica selecionada especialmente para aquele momento vai passando sem pressa alguma, e a doçura daquele momento paira pelo ar. Entre um beijo-brincadeira-palhaçada-gargalhada-pirraça-conversa e uns momentos de silencio, vou descobrindo pouco a pouco sobre sua personalidade-gosto-histórias e assim me encantando cada vez mais com essa pequena-grande mulher ao meu lado.
O cheiro da pizza toma conta da casa e ao notar que estava pronta vejo o brilho em seus olhos que ansiavam por algo que matasse a fome, guiei-a até a cozinha e lá devoramos e nos deliciamos com a pizza sem vergonha alguma até lamber os dedos e você me surpreende (positivamente) dizendo preferir uma pizza com azeite à uma pizza com katchup e maionese, e a cada detalhe você me conquista ainda mais.
Levo-te pro quarto sem expectativa alguma e sentados na cama conversamos mais, você se aninha nos meus braços e deita comigo, sem querer acaba adormecendo e eu tive o prazer de passar a noite na companhia daquele perfume delicioso e daquela garota maravilhosa. Que sem saber mudou completamente minha noite, o que tornou-a inesquecível, me refiro a você, garota.


Por: Paula Pagotto – Escrito em: 04/12/2013

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Uma noite qualquer - pt I

Era pra ser só uma noite qualquer com os amigos reunidos, tomar umas e papear enquanto a noite permitisse. Mas quando abri a porta você tava ali, cumprimentei todos e a deixei por ultimo, afinal merecia uma atenção especial, e quando me aproximei senti o perfume delicioso que usava soltei aquele clichê ‘sinta-se em casa’ de quando se recebe visita e você me direcionou um sorriso-sem-jeito-de-canto-de-boca como resposta mais lindo que eu já vi.
                Ofereci uma bebida mas você ainda sem graça e envergonhada recusou, afinal, compreensível quando se está na casa de um completo desconhecido, mas um tempo depois reunida com todos na varanda você começou a se soltar, chegou até a debater comigo os benefícios e malefícios de trabalhar embarcado e em terra, ai você pede licença e me pergunta onde fica o banheiro, te guio até lá e depois preparo uma bebida pra nós.
Quando ia te entregar o copo, encontro-a parada olhando para um quadro no meu quarto, ah mas que achado! Uma oportunidade ótima pra passarmos um tempo a sós, te conto a história do quadro e você presta mais atenção do que eu imaginaria pra um simples quadro, aí se vira e fixa o olhar nos livros do armário, noto uma certa paixão nesse olhar, é acertei, você mesma admitiu adorar ler e que um dos livros na minha estante te interessou muito, apenas disse ‘leva e lê, pode me devolver depois’ sem nenhuma segunda intenção a princípio.
E quando eu achava que você não podia ser melhor: você senta no chão na beira do meu baú que guarda a minha coleção de cd’s do Iron Maiden e alguns jogos, e começa a discutir comigo sobre musica e jogos, ah nessa hora eu percebi o tesouro que eu tinha ao meu lado!
Entre um gole e outro, uma gargalhada e um olhar, percebi que não fui o único a sentir que o clima e a sintonia entre a gente seria boa. Voltamos pra sala e lá você tomou posse do meu computador e da minha trilha sonora, deixei que seu bom gosto fluísse pela minha casa enquanto os outros convidados tivessem o prazer de desfrutar desse bom gosto tanto quanto eu pude nesses poucos minutos que tivemos. Então você coloca “A musica” e eu fico cada vez mais pasmo com um gosto tão parecido com o meu.
Me aproximo de novo pra ver qual seria a próxima pedida, e você me aparece com ‘Coolio’, ah menina, não faça isso comigo.. assim me deixa louco! E sem querer você descobre minha paixão por RAP também e eu felizmente mais um detalhe em comum. Nessa hora não me aguentei, esqueci completamente dos outros na casa, naquele momento era só eu e você em uma sintonia perfeita, ao som da batida perfeita e precisei fazer o melhor furto da minha vida: Roubar-lhe um beijo. E não me arrependo nada desse crime, repito quantas vezes forem necessárias! Então inevitavelmente me lembro das outras pessoas na casa ao receber um cutucão nas costas, eles estavam de saída.. mas eu não podia deixa-la ir assim, propus que ficasse mais um pouco, prometi que a levaria pra casa mais tarde.. ou no dia seguinte.
Você ficou em duvida mais aceitou e assim percebi que minha noite e nossa relação estava só começando, e com um começo desse... ninguém deve reclamar.


Por: Paula Pagotto – Em: 16/11/2013

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Minha pequena

Ela se aconchega no meu peito, me acaricia as costelas e de forma delicada, se levanta para apoiar-se no cotovelo de forma que possa ter visão e acesso ao meu rosto, daí se aproxima me toma o rosto entre as mãos, me alisa a barba e beija com ternura, de um jeito delicado e suave, demonstrando o afeto e me conquistando a cada beijo doce na paz de sua companhia, entre essas paredes que são cúmplices de tantos momentos, tantas brincadeiras, tantos desabafos e tantas conversas.
Poderia ficar com ela ali por horas, unidos pelo calor dos corpos e nó dos lençóis admirando-a e a forma como dá tanta atenção a detalhes mínimos, por muitos despercebidos, mas por ela tão apreciados e valorizados. Encarando-me com o rosto inocente como se os minutos anteriores não tivessem ocorrido e sua ingenuidade estivesse intacta ao mundo, me abraça forte ansiando por uma reação a altura, então a aperto de forma carinhosa e tenho certeza do quão delicada é minha pequena.

Ah minha pequena! Como é difícil resistir a esse seu encanto, e a essa sua capacidade de sempre ter o que quer, as vezes tão carente mas segundos depois tão independente e confiante, que acaba comigo. A vontade de te ter a toda hora não me sai da cabeça, o desejo de te ter em meus braços me consome, ter a certeza de que você esta ali comigo sob meus cuidados e minha proteção...  Ah, é indescritível a paz que você me traz pequena... 



Escrito em: 15/10/13 - Por: Paula Pagotto

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Por hoje

Me abraça,  aproveita essa sua barba que eu adoro e me provoca daquele jeito que só você sabe, me agarra a nuca, me prende pelos cabelos e dá aquele beijo que só você sabe dar, daqueles que me incendeia por dentro a ponto de derreter esse meu coração de pedra.
Vem, me domina o corpo da mesma forma que já dominou os pensamentos, me faz de gato e sapato, hoje pode, nessa ocasião eu deixo que fique à vontade pra fazer o que bem entender, só peço q não reclame das marcas no dia seguinte..
Afinal, não há resquícios ou provas melhores de uma noite tão boa do que as marcas nas costas e pescoço, não se incomode com os arranhões... a vermelhidão e o ardor passam, mas as lembranças desses momentos incríveis valem o ‘não andar sem camisa por alguns dias’.
Apesar de que aqui não me importo que fique sem, adoro ter o prazer de ver essa pele bronzeada e a forma como seus músculos mexem enquanto faz um café pra nós, e você nem percebe o quanto é maravilhoso admirar o que minhas unhas e mãos conhecem tão bem...

Depois pode ir, mas vê se volta, porque de você já tive tudo que eu queria... mas só por hoje.




Escrito em: 27/09/13 - Por Paula Pagotto

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

A verdade?

A verdade?  A verdade é que estou farta! Farta de carinhos em vão, palavras sem significado real, de palavras ditas da boca pra fora, de atos estúpidos, farta de demonstrações fajutas, de sentimentos inexistentes, de críticas destrutivas, de ilusões, de demonstrações sem afeto, de brigas bobas sem motivo, farta de desavenças e desencontros.
Sim, estou farta de me entregar demais, de sentir demais e demonstrar de mais, farta de querer tudo, mas não fazer questão de nada, farta de me dar por inteiro e em troca receber migalhas.
Porque cansei de ser deixada de lado, de ser adiada, de ser menosprezada e muitas vezes ignorada, cansei de poder ser trocada e substituída.

E é bom que saiba que uma hora isso acaba, minha paciência acaba, meu carinho acaba, meu afeto acaba e junto disso, meu interesse também acaba.

Escrito em: 24/04/2013 - Por: Paula Pagotto

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Cê vem?

Se eu pedir cê vem?  Mas vem correndo, sem porquês e sem pra quês , não perde tempo, vem andando, vem nadando, vem voando, só vem e não faça eu me arrepender de ter deixado isso sequer passar pela minha cabeça. Vem o mais rápido possível, e não me faz mudar de ideia, aproveita que não é sempre. Na verdade é a única e provavelmente a ultima vez que isso vai acontecer, então não desperdiça porque é sua única chance.
Se eu pedir cê volta? Volta pro meu abraço, pro meu colo, pro meu carinho. Mas vem e fica, promete que vai ficar que vai continuar aqui até o amanhecer, sem desculpas e sem histórias, só me abraça e deixa-me desabar sem precisar falar nem consolar, não liga pros outros, só pra mim. Aproveita o aqui e agora e faz valer a pena, não quero me arrepender e nem te esquecer. Diz que vai ser diferente e que a gente tenta de novo, que você vai mudar, e a gente se acertar, poderíamos começar do zero e dessa vez prometo fazer tudo certo...
Achei que valeria a pena, mas pensando bem, será que vale mesmo arriscar tudo por uma história já conhecida, que sabemos que não vai ter o final feliz e essa sensação de estar lendo a mesma história duas vezes. Mas é que sei lá, seu jeito combinou tanto com o meu, de uma forma tão impossível que acho difícil encontrar alguém desse tipo. Suas musicas, seu estilo, suas opiniões, tudo tão confuso e tão complexo, mas ao mesmo tempo tudo tão certo, tudo tão meu... e seu.
Deixa, deixa como está, talvez seja melhor. Já estava acostumada mesmo a não te ter que não pode ser tão difícil aceitar que agora realmente não te tenho. Foi só uma ideia meio precipitada, de cabeça quente e confusa, repleta de sentimentos conturbados. Talvez não era pra ser ou pelo menos não por agora. Vai, já deve estar na sua hora porque afinal, pra estar comigo ela sempre é contada.

Mas sei lá, eu acho que dessa vez eu queria mesmo você.


Escrito em: 27/06/13  -  Por: Paula Pagotto