sábado, 2 de agosto de 2014

Depois daquela noite

Era noite, comemoração do aniversário de um amigo em comum nosso, ainda não havíamos trocado uma palavra, nem mesmo nos conhecíamos até então.
Eu estava no meu canto conversando com uns colegas e você no outro com os seus, parecia desconfortável em estar ali, assim como a gente costuma ficar quando está em um lugar diferente ou que não conhece muita gente, e parecia que muita gente lá se conhecia, o que deixa –inclusive a mim- desconfortável.
Como era tarde, o plano de uma considerável parte dos ali presentes era passar a noite e ir embora no outro dia, não sabia se você fazia parte desse grupo mas conforme o tempo foi passando, a quantidade de pessoas diminuindo, uma rodinha se fechando ao redor de um violão, e o frio aumentando, percebi que era uma das que pretendia passar a noite por ali quando foi em busca da sua manta no carro, compreensível porque não tinha explicações pra uma menina que parecia tão frágil ficar desprotegida no frio descomunal que estava aquela noite, tive certeza que ficaria.
Sentou-se ao lado do violão, toda enrolada com a manta, e eu sentei-me ao teu lado, aproveitando a capacidade que a música tem de unir os mais improváveis gostos, e junto aos outros ali nós cantamos, brincamos e assim começamos a conversar. Inevitável foi ver o quanto era encantadora.
Depois de um tempo, mais uma quantidade considerável de pessoas fora embora, inclusive o que estava tocando o violão. Mas felizmente a rodinha que havia ali permaneceu e consequentemente a conversa entre todos. Quando decidiram ligar o som e você se voluntariou a ceder as musicas que tinha, quando colocou uma sequencia de Eminem, Ice Cube e Coolio pra tocar notei que alem de encantadora tinha um maravilhoso gosto musical.
Enquanto uns foram dormir, acabou ficando apenas nós e mais dois casais conversando, quando eles resolveram se dissipar pelo quintal nos deixando a sós, uma ótima oportunidade de lhe pedir para compartilhar a manta comigo, claro!
Ficamos conversando ali por um bom tempo, até que fiquei cara a cara com você e vi que não resistiria e nem me perdoaria deixa-la ir sem antes lhe roubar um beijo, e depois dessa noite, não penso em outra que não seja você.


Escrito por: Paula Pagotto - Em: 02/08/2014

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