domingo, 3 de agosto de 2014
Essa dor..
Dói, e é mais que minhas enxaquecas até mesmo mais que minhas cólicas. Dói e nem as horas chorando no banheiro ou até dormir enquanto fico deitada pensando na gente aliviam... O pior é que é uma dor que não passa com remédios, chás ou compressas, é o tipo em que a cura é o próprio motivo da dor.
E essa é uma das piores. A que dói e você não pode fazer nada pra parar, tenta dar todos os sinais mas parece que enquanto você é dilacerado por dentro, o motivo da dor adquiriu cegueira.
Pior ainda é quando você percebe que alem de ser o antídoto pra esse veneno que te consome, essa pessoa é o motivo da sua alegria diária, dos seus risos bobos todos os dias. O que torna tudo mais torturante é isso, você perceber o quanto gosta de uma pessoa a ponto de se acostumar e adaptar a ela, desculpar seus enganos e aceitar suas imperfeições, e depois acabar pensando que foi tudo em vão, que tudo pode acabar assim de uma hora pra outra.
Só que você não desiste fácil, não é do tipo que desiste de qualquer coisa assim de uma hora pra outra sem tentar lutar, sem pensar em uma forma de consertar antes de dar tudo como acabado.
Mas você sabe que não vai ser tão facil assim, sabe que a dor vai ser pior, porque antes você sabia que mesmo doendo, mesmo sendo essa dor descomunal, você ainda tinha o seu antidoto. Mas aí acaba e você percebe que o que restou foi só a dor e você está sozinho pra lidar com ela.
Escrito por: Paula Pagotto - Em: 02/08/14
sábado, 2 de agosto de 2014
Depois daquela noite
Era noite, comemoração do
aniversário de um amigo em comum nosso, ainda não havíamos trocado uma palavra,
nem mesmo nos conhecíamos até então.
Eu estava no meu canto
conversando com uns colegas e você no outro com os seus, parecia desconfortável
em estar ali, assim como a gente costuma ficar quando está em um lugar
diferente ou que não conhece muita gente, e parecia que muita gente lá se
conhecia, o que deixa –inclusive a mim- desconfortável.
Como era tarde, o plano de uma
considerável parte dos ali presentes era passar a noite e ir embora no outro
dia, não sabia se você fazia parte desse grupo mas conforme o tempo foi
passando, a quantidade de pessoas diminuindo, uma rodinha se fechando ao redor
de um violão, e o frio aumentando, percebi que era uma das que pretendia passar
a noite por ali quando foi em busca da sua manta no carro, compreensível porque
não tinha explicações pra uma menina que parecia tão frágil ficar desprotegida no
frio descomunal que estava aquela noite, tive certeza que ficaria.
Sentou-se ao lado do violão, toda
enrolada com a manta, e eu sentei-me ao teu lado, aproveitando a capacidade que
a música tem de unir os mais improváveis gostos, e junto aos outros ali nós
cantamos, brincamos e assim começamos a conversar. Inevitável foi ver o quanto
era encantadora.
Depois de um tempo, mais uma
quantidade considerável de pessoas fora embora, inclusive o que estava tocando
o violão. Mas felizmente a rodinha que havia ali permaneceu e consequentemente
a conversa entre todos. Quando decidiram ligar o som e você se voluntariou a ceder
as musicas que tinha, quando colocou uma sequencia de Eminem, Ice Cube e Coolio
pra tocar notei que alem de encantadora tinha um maravilhoso gosto musical.
Enquanto uns foram dormir, acabou
ficando apenas nós e mais dois casais conversando, quando eles resolveram se
dissipar pelo quintal nos deixando a sós, uma ótima oportunidade de lhe pedir
para compartilhar a manta comigo, claro!
Ficamos conversando ali por um
bom tempo, até que fiquei cara a cara com você e vi que não resistiria e nem me
perdoaria deixa-la ir sem antes lhe roubar um beijo, e depois dessa noite, não
penso em outra que não seja você.
Escrito por: Paula Pagotto - Em:
02/08/2014
Assinar:
Postagens (Atom)