terça-feira, 15 de outubro de 2013

Minha pequena

Ela se aconchega no meu peito, me acaricia as costelas e de forma delicada, se levanta para apoiar-se no cotovelo de forma que possa ter visão e acesso ao meu rosto, daí se aproxima me toma o rosto entre as mãos, me alisa a barba e beija com ternura, de um jeito delicado e suave, demonstrando o afeto e me conquistando a cada beijo doce na paz de sua companhia, entre essas paredes que são cúmplices de tantos momentos, tantas brincadeiras, tantos desabafos e tantas conversas.
Poderia ficar com ela ali por horas, unidos pelo calor dos corpos e nó dos lençóis admirando-a e a forma como dá tanta atenção a detalhes mínimos, por muitos despercebidos, mas por ela tão apreciados e valorizados. Encarando-me com o rosto inocente como se os minutos anteriores não tivessem ocorrido e sua ingenuidade estivesse intacta ao mundo, me abraça forte ansiando por uma reação a altura, então a aperto de forma carinhosa e tenho certeza do quão delicada é minha pequena.

Ah minha pequena! Como é difícil resistir a esse seu encanto, e a essa sua capacidade de sempre ter o que quer, as vezes tão carente mas segundos depois tão independente e confiante, que acaba comigo. A vontade de te ter a toda hora não me sai da cabeça, o desejo de te ter em meus braços me consome, ter a certeza de que você esta ali comigo sob meus cuidados e minha proteção...  Ah, é indescritível a paz que você me traz pequena... 



Escrito em: 15/10/13 - Por: Paula Pagotto

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